quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

VERGONHA - MPF/RO processa Tenente Coronel Lessa da PM/RO e outros cinco por improbidade

O Ministério Público Federal em Rondônia (MPF/RO) ingressou com ação de improbidade administrativa contra o ex-governador e atual senador Ivo Narciso Cassol e outras cinco pessoas. Os réus são acusados de terem utilizado a máquina administrativa do governo de Rondônia e também cargos públicos para “perseguir, embaraçar, desmerecer e desacreditar as ações e o trabalho desenvolvidos pelo procurador da República Reginaldo Trindade e pela Superintendência da Polícia Federal”.
Se condenados pela Justiça Federal, os réus podem ser punidos com perda do cargo, emprego ou função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa, proibição de contratar com o poder público ou receber incentivos fiscais ou de crédito, mesmo que através de pessoa jurídica. O pedido do MPF/RO também é para que os réus sejam condenados a pagar pelos danos morais sofridos pela União, Estado de Rondônia e pela própria sociedade. O valor deve ser estabelecido pela Justiça Federal.
Na ação, o MPF/RO expõe que o ex-governador Ivo Cassol agiu por meio de representações (denúncias) infundadas em diversos órgãos públicos e, principalmente, utilizando os meios de comunicação. O procurador da República Reginaldo foi inocentado em todas as representações feitas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RO), na Corregedoria-Geral do MPF, no Conselho Superior do MPF (CSMPF) e no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
Segundo o MPF/RO, mesmo sabendo das decisões que atestavam que o procurador da República Reginaldo agiu apenas no exercício de suas funções como membro do Ministério Público, Ivo Narciso Cassol fez nova representação na Corregedoria-Geral do MPF contra o procurador, em 2011. As alegações eram muito semelhantes às anteriores, e já rejeitadas por diversas instâncias.
Para o MPF/RO, “Ivo Cassol elegeu o procurador da República Reginaldo Trindade como seu inimigo público e passou a centralizar nele a responsabilidade por todo e qualquer revés que tivesse na Justiça, independentemente da autoria. Os ataques buscavam dois objetivos: passar ao público em geral que seus problemas com a Justiça e a Polícia Federal eram decorrentes da atuação do procurador, que seria movido por perseguição pessoal; e tentar desestabilizar, embaraçar e impedir a atuação do membro do MPF/RO”. Consta na ação que os ataques de Ivo Cassol contra o procurador Reginaldo Trindade se intensificaram em abril de 2008, quando o filho do então governador foi preso em decorrência de uma operação feita pela Polícia Federal e o MPF no Estado do Espírito Santo.
Delegados e agentes da Polícia Federal, que atuavam para coibir a exploração de recursos naturais nas terras indígenas do Povo Cinta Larga, também foram alvos das tentativas de constrangimento vindas de Ivo Cassol. Segundo o MPF/RO, o objetivo das falsas denúncias era comprometer os trabalhos da Operação Roosevelt.
O réu Ivo Cassol é acusado de se servir da estrutura e poderio que tinha na condição de governador do Estado, cargo que ocupou até março de 2010, para formular os ataques ao membro do Ministério Público Federal, e também alardeá-los na imprensa local, na prática de “assassinato de reputação”.
A ação civil pública foi proposta pelos procuradores da República Gisele Dias de Oliveira B. Cunha, Fábio de Oliveira, Bruno José da Silva Nunes, Lincoln Pereira da Silva Meneguim e Walquíria Imamura Picoli.
Além de Ivo Narciso Cassol, são réus na ação o tenente-coronel da Polícia Militar Sávio Antiogenes Borges Lessa, que foi chefe da Casa Militar no governo Cassol; o assistente parlamentar Ronaldo Furtado, então procurador-geral do Estado; duas jornalistas de Porto Velho ; e o servidor público federal José Nazareno Torres de Moraes. Esses réus são apontados como participantes na produção de falsas provas, agindo sob ordens de Ivo Cassol.
Fonte:http://painelpolitico.com

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Madeira-Mamoré é candidata ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade Campanha, em Rondônia, busca assinaturas a favor do título junto a Unesco. No Brasil, apenas 19 patrimônios foram reconhecidos pela organização.

Pátio da ferrovia foi tombado pelo Iphan em 2006 (Foto: Taísa Arruda/G1)
Pátio da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho 
A centenária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, é candidata ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).  Desde o ano passado, o comitê pró-candidatura realiza uma campanha em todo o estado, a fim de recolher assinaturas a favor do título à ferrovia.
No Brasil, apenas 19 patrimônios foram reconhecidos pela Unesco. “A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré é uma das mais fantásticas páginas da história do Brasil, tem um valor universal excepcional, atende aos requisitos da Unesco e tem plenas condições de se tornar uma patrimônio cultural da Humanidade”, afirma o coordenador da comitê pró-candidatura, o procurador Federal Ricardo Leite”.
Segundo Leite, com o título, a ferrovia passará a ser incluída em roteiros turísticos internacionais, passando a ter proteção internacional permanente e recursos para conservação e preservação do patrimônio, além da questão de geração de empregos e visibilidade mundial ao estado.”É uma campanha de todos, e todos podem participar, contribuindo para exaltar o maior símbolo de Rondônia”, finaliza o coordenador.

A HISTORIA DA ESTRADA DE FERRO MADEIRA MAMORÉ EM RONDONIA


A HISTORIA DA ESTRADA DE FERRO MADEIRA MAMORÉ EM RONDONIA

PARTE 1 DA HISTORIA DE NOSSO ESTADO

Artesãos de RO são reconhecidos por trabalho feito com argila

Cerca de três mil peças são produzidas por mês em Pimenta Bueno.
Artesãos do município estão entre 100 melhores do país.

Aurilda Gama trabalha com o marido na produção de peças com argila (Foto: Paula Casagrande/G1)
Aurilda Gama trabalha com o marido na produção de peças com argila 
Os cerca de 30 artesãos da Associação de Artesãos (AAPB) de Pimenta Bueno (RO) contam com a criatividade e a inovação para garantir a diversificação de peças feitas com argila. Em setembro de 2012, os artesãos do município foram os únicos de Rondônia, representando a região Norte do país, a se consolidarem no Top 100 de Artesanato, promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Uma média de três mil peças é produzida por mês, no município.
Sob as mãos firmes de Raimundo Ramos Soares, artesão de 50 anos, que trabalha no ramo há 35 anos, a argila ganha forma. “Aprendi a técnica em Rio Branco (AC) e aperfeiçoei no Pará. Em Pimenta, em um só buraco cavado podemos encontrar até três tipos de argila diferentes”,conta o artesão que fabrica cerca de 150 vasos por semana em um ateliê no quintal da casa onde reside. 
Raimundo trabalha há 35 na produção de vasos (Foto: Paula Casagrande/G1)Raimundo trabalha há 35 na produção de vasos
(Foto: Paula Casagrande/G1)
Aurilda Gama, artesã de 51 anos, trabalha há cinco com o marido. “Eu o via fabricando os vasos e comecei a inventar peças diferentes, fazer animais e outros personagens de desenhos. Com a venda das peças conseguimos o dinheiro para manter a casa”, afirma Aurilda, que vende os produtos para Espigão do Oeste, Cacoal e Ji-Paraná.
De acordo com Dalva Marciano de Souza, presidente da AAPB, cada artesão tem uma característica que o define. “Alguns fabricam menos, por exemplo, os que trabalham com peças mais elaboradas, e tem aqueles que fabricam em grande quantidade, como os que produzem vasos”, explica Dalva.
Dalva afirma que, por enquanto, o maior número de vendas é realizado em Rondônia. “O deslocamento de peças artesanais desse material é difícil. Ficaria muito caro fazer uma embalagem para proteger as peças de argila para não quebrar, o que encareceria o valor final. Esperamos algum dia poder suprir a necessidade de estados vizinhos”, finaliza.
As peças produzidas em Pimenta Bueno custam de R$ 5 a R$ 500.
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Raimundo mostra o local onde as peças são produzidas (Foto: Paula Casagrande/G1)Raimundo mostra o local onde as peças são produzidas (Foto: Paula Casagrande/

Secretaria de Saúde de Vilhena, RO, confirma casos de dengue do tipo 4 Vírus não é mais grave, mas afeta quem já teve outros tipos da doença. Somente em janeiro deste ano foram notificados quase 200 casos de dengue.


A Secretaria de Saúde de Vilhena (RO) confirmou casos de dengue do tipo 4 no município. A doença não é mais grave, mas preocupa porque afeta quem já teve outros tipos da doença. A maioria da população não possui imunidade contra ele. O número de casos confirmados do tipo 4 não foi divulgado pelo órgão.
Somente em janeiro deste ano foram notificados quase duzentos casos da doença, no município. De acordo com um levantamento feito pela Secretaria de Saúde, 86% dos criadouros do mosquito transmissor da dengue são quintais sujos e terrenos abandonados.
Para minimizar esse problema, uma ação de limpeza foi intensificada desde o dia 28 de janeiro. Agentes de saúde com ordem judicial estão entrando nos locais com possível foco da dengue e retirando entulhos e lixos. Segundo o diretor da Divisão de Endemias, Paulo Cremasco, para evitar uma epidemia o esforço dever ser realizado em conjunto entre poder público e a população.
“Agindo em conjunto podemos evitar um grande número de pessoas doentes ao mesmo tempo. Assim evitamos que o atendimento no hospital fique sobrecarregado e garantimos atendimento a todos”, diz Cremasco.
Nos últimos dois anos os casos de dengue no município aumentaram de 150, em 2011, para mais de mil em 2012. “A partir da entrada deste novo vírus, há possibilidade de as pessoas desenvolverem a doença de forma mais agressiva. A tendência é tem aumento nos casos confirmados da doença”, afirma o diretor de Endemias.