terça-feira, 27 de novembro de 2012

Oficial do BM de Guajará- Mirim condenado por improbidade volta ao comando e grita “Ninguém me tira daqui”

O que os militares pedem é o afastamento do comandante, pois da parte do coronel, não há mais diálogo, tão pouco respeito para com os seus subordinados
Segundo as informações colhidas dos militares do município de Guajará- Mirim o comandante Coronel Freitas, que havia sido condenado por improbidade administrativa por utilizar uma viatura pública no atendimento de interesse particular seu e de terceiros, sendo provada evidente desconformidade com a lei, retornou para a atividade que exercia, ou seja, ao Comando dos Bombeiros de Guajará- Mirim.
Botando fogo no pedaço foi à forma que o comandante voltou. Declarações como: “O comando é meu, ninguém me tira daqui” “Vão comer o pão que o diabo amassou” aos bombeiros que o denunciaram, levantou a dúvida de que se realmente houve uma justa punição.
Na sentença, o Judiciário reconhece a prática de improbidade pelo Militar por infração capitulada no artigo 11 da Lei de Improbidade, razão pela qual aplicou à pena, conforme a prescrição do inciso III, do artigo 12 da Lei 8.429/1992: condenação ao pagamento de multa civil fixada no valor correspondente a três remunerações mensais percebidas pelo citado, conforme média das últimas três, porém não arbitrou o afastamento da função a qual exercia no momento do crime, onde a justiça o fez retornar.
Os bombeiros se sentem ameaçados, pois não mudou em nada a conduta do comandante, que alega que continuará fazendo o mesmo que fazia antes. Com uma ressalva, os bombeiros que o denunciaram sofrerão o dobro do que sofriam, isto é, humilhações e arbitrariedades, o que segundo relatos é ato corriqueiro do Coronel Freitas. “Ele gritou na nossa cara vorazmente: – Agora mesmo vou fazer o que fazia antes! “uma pessoa de conduta ilegal, abusiva e com enriquecimento ilícito do Agente Público, que já foi julgado assim sendo, não poderia jamais voltar a exercer essa função com tais poderes e confiança”. Desabafou o bombeiro, que não quis se identificar com medo de retaliações.
O que os militares pedem é o afastamento do comandante, pois da parte do coronel, não há mais diálogo, tão pouco respeito para com os seus subordinados.
A redação do Jornal Rondônia tentou entrar em contato com o coronel, porém não obteve êxito.

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