Porto Velho, Rondônia –
Agora o próprio governador Confúcio Moura
(PMDB) resolveu admitir que não está pagando fornecedores porque é
preciso utilizar o dinheiro para tentar manter a folha de pagamento
dos servidores em dia.
Em informação divulgadapelo próprio departamento de comunicação,
Confúcio confessou que a situação está complicada e que a arrecadação
caiu. Confúcio disse que está pagando alguns fornecedores em detrimento
de outros, mas não explicou que critério está utilizando para selecionar
quem vai receber e quem vai ficar sem receber.
No primeiro ano de sua administração, conforme mostrou a Polícia
Federal, muitos fornecedores tinham que pagar propina para poder
receber.
O calote oficial nos fornecedores está sendo aplicado apesar de o
Tribunal de Contas do Estado ter notificado o governo para que pague de
acordo com a ordem cronológica. O posicionamento foi divulgado no site
do TCE e foi encaminhado material para a imprensa.
Posteriormente o governo do Estado anunciou que seguiria a ordem
cronológica para pagamento dos fornecedores. Matéria sobre o assunto
chegou a ser produzida pela Agência Estado, a maior agência de notícias
da América Latina. Puro engodo. Nada do que o governo anunciou foi
cumprido.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Hermínio Coelho
(PSD-Porto Velho), disse que falta planejamento ao governo do Estado. O
parlamentar afirmou que fornecedor não é bandido para ser colocado em
último plano. “Deveria ser feito um planejamento para que o governo
pagasse tanto os fornecedores quanto os servidores”, acrescentou.
Hermínio lembrou que na metade do ano o governo pediu suplementação
orçamentária de R$ 120 milhões para poder pagar a folha de pagamento.
Agora, pediu novamente suplementação de R$ 80 milhões, novamente para a
folha. “Isso demonstra desorganização. Na hora de apresentar o
orçamento, no ano passado, o governo não sabia quanto gastaria com
servidores”, afirmou.
Já o deputado Flavio Lemos (PR-Porto Velho) afirma que no Executivo a
desorganização é generalizada. Ele lembra que o governo retirou R$ 250
milhões para aplicar no Plano Futuro, que prevê distribuição de renda.
Acontece que o governador não explicou como esse dinheiro foi gasto ou
se foi dado aos pobres.
De acordo com o discurso de Flavio Lemos é possível entender que a
corrupção “comeu” uma parte da arrecadação. O deputado afirmou que na
Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) é gasto todo mês R$ 100 mil para
esvaziar uma fossa. Para que ela esteja cheia 30 dias depois, estaria
sendo despejada água da chuva nela, segundo o parlamentar.
Se o governo não tivesse desviado os R$ 250 milhões para o Plano
Futuro nem deixasse dinheiro escoar pelo ralo como esvaziamento de
fossas, por exemplo, havia recursos para pagar fornecedores.
Por conta do atraso no pagamento dos fornecedores alguns prestadores
de serviço, que não recebem há três meses, ameaçam parar. Viaturas da
Polícia Militar deixaram de circular por falta de combustível. E o
funcionalismo público está receoso com o possível atraso de salários.
Fonte: Tudorondonia.com.br
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