Alimento funcional perfeito.
O processo de beneficiamento começa com a redução, por prensagem, da quantidade do teor de óleo da castanha, de 68% para 25%. O óleo, de altíssima qualidade, é comestível e está sendo usado também como matéria-prima de produtos farmacêuticos e cosméticos como sabonetes. À torta - o resíduo da prensagem - se acrescenta a farinha de mandioca, na proporção média de 70% de castanha e o restante de farinha. A farinha de mandioca ajuda a diluir o teor de óleo que ainda fica na castanha e a aumentar o teor de fibras. “Conseguimos o que pretendíamos: um produto menos calórico do que a amêndoa e de alto valor proteico”, explica a pesquisadora. Para ela, a castanha-do-brasil pode, tranquilamente, substituir a soja como fonte de proteínas, alternativa à carne, ou ser consumida associada à soja. “A castanha-do-brasil é a carne vegetal. Duas castanhas correspondem à proteína de um ovo, considerado a proteína completa, com a vantagem de, como alimento vegetal, não conter colesterol”, garante Luzenira.
Para a doutora em Tecnologia de Alimentos da Unicamp, Hilary Castle Menezes, orientadora da tese, “a castanha não é remédio, mas um alimento funcional importante na prevenção de doenças, de crianças até os mais idosos”. A proteína da castanha tem aminoácidos essenciais para o crescimento, daí a importância dessa oleaginosa na alimentação infantil. A castanha é rica em selênio, elemento protetor, cuja falta está diretamente relacionada a doenças como aterosclerose, artrite, cirrose, enfisema e câncer. Pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, descobriram, ainda, que o selênio interage com a química do organismo para oferecer proteção contra as células cancerígenas, especialmente na mama.

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