sábado, 13 de abril de 2013

Jovens empreendedores produzem guitarras e baixos elétricos com resíduos de madeira da Amazônia

Tudo começou como uma brincadeira no fundo de quintal
Já pensou em tocar uma guitarra ou contrabaixo elétrico sustentável, feito a partir de  resíduos de madeiras da Amazônia, que seriam incinerados?  Isso já é possível.  Dois jovens luthiers   de Rio Branco (AC), Rafael da Silva e Bruno Sá, estão realizando essa façanha. Os instrumentos são bonitos, possuem sonoridade diferenciada e muita personalidade. A produção é artesanal e customizada. As madeiras utilizadas são mogno, cerejeira, sucupira e paxiúba. Em média, uma guitarra leva três meses para ser construída. O preço de uma fica em torno de R$ 2 mil.
Bruno é músico, toca guitarra e violão na noite de  Rio Branco e Rafael,  marceneiro. Ambos são luthiers autodidatas. Juntos constituíram um empreendimento inédito na Amazônia: a Luthiacre BSA.
 “A galera de fora do Acre gosta muito dos nossos instrumentos”, diz Rafael. “Nosso objetivo é construir guitarras e baixos como obras de arte da Amazônia. As madeiras que usamos criam sonoridade diferente, outro timbre para os instrumentos”, observa.
No início, Rafael e Bruno apenas consertavam e faziam manutenção de instrumentos para músicos da capital acreana. Com o tempo, surgiu a ideia de fabricar guitarras e contrabaixos elétricos, utilizando os resíduos de madeira abundantes em marcenarias, madeireiras e até nas ruas da cidade.
 “Tudo começou como uma brincadeira no fundo de quintal. Nunca imaginei que ia trabalhar como luthier”, diz Bruno. Ele conta que tinha ideias de pintura e customização de guitarras e baixos e, conversando com Rafael, surgiu a parceria.
Há um ano e meio, a Luthiacre se estabeleceu oficialmente no mercado e funciona na frente da casa de Rafael. “Saímos do fundo de quintal”, comemora Bruno. Um banner sinaliza o empreendimento, que ainda faz reformas e manutenção de instrumentos musicais.
A fabricação de guitarras e contrabaixos corresponde a 50% dos negócios da microempresa. O circuito elétrico dos instrumentos é adquirido em lojas de Rio Branco ou via internet, esclarece ele.
Divulgação
A Luthiacre participou da ExpoAcre 2012, em julho passado, e conseguiu muita divulgação na mídia regional. “Essa feira do Sebrae abriu portas para nós”, diz Bruno.
Até o momento, a dupla fabricou  doze instrumentos musicais, cuja maioria foi  adquirida por músicos acreanos. Duas guitarras foram encomendadas por músicos cariocas e já estão na cidade maravilhosa.
“Estamos explorando a sonoridade das madeiras da Amazônia  e está sendo um sucesso. Nós usamos até nós de madeira nos instrumentos, que têm design muito bonito e geralmente são descartados e viram fumaça”, complementa.
“Nossa maior vontade é expandir a clientela. Muita gente se liga em marca, mas há quem goste de instrumentos personalizados e feitos por luthiers”, ressalta Bruno. Os dois empreendedores adquiriram máquina para cortar madeira, recentemente, e pretendem continuar  investindo em equipamentos. Um funcionário foi contratado para ajudar na produção de guitarras e baixos elétricos sustentáveis da Luthiacre. (https://www.facebook.com/pages/Luthiacre-BSA/483716974995941)

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