sexta-feira, 18 de março de 2011

Conflito na Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, a maior obra Civil do País em andamento


Foi ainda mais violento o segundo dia de conflito na Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, a maior obra Civil do País em andamento. A noite de quarta-feira, que parecia tender à ordem, virou o segundo tempo de uma ação com fogo, ameaças e tristezas também. Nesta quinta-feira, as atividades da construção que tinha 20 mil trabalhadores foram totalmente paralisadas.

No final da tarde, começaram a chegar os ônibus disponibilizados pela empresa para transportar os funcionários. O policiamento era reforçado na hora do embarque. Um empurrão e um olhar atravessado começariam outro tumulto.

Foram 80 veículos fretados, segundo a Camargo Corrêa. Os funcionários estavam sendo levados para o Centro de Triagem montado no SESI, no Centro de Porto Velho. A maioria vai receber licença remunerada. Vai durar até que a obra recomece. Mas não há uma previsão para que isso ocorra. Quem for viajar, vai receber auxílio da empresa.

Em Nova Mutum Paraná, a vila onde diretores e alguns engenheiros estavam recebeu reforço de segurança na entrada. Nenhum carro passava sem identificação. Lá dentro, muitos já tinham abandonado as casas. Quem ficou, se trancou, por recomendação da polícia.

Um encarregado da obra que nasceu em Santa Catarina pegou a mulher e a filha, nascida na semana passada, colocou colchões e outros objetos na carroceria da caminhonete e sumiu. Temia pela invasão. E pela vida também.

Da obra, ficou uma informação, negada pela empresa, de que pelo menos dois teriam sido mortos. Foram 35 alojamentos atingidos, além de farmácia e áreas de lazer. Pelo menos 80 ônibus e veículos foram destruídos.





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