quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Frutas Amazônicas parte 4

  - Bacuripari-liso, banana pacovã e cupuaçu

 
Sorvete da sorveteria Glacial - cupuaçu, graviola, açaí, tucumã e taperebá
Jenipapo e bacuripari-liso


Bacuripari-liso
O vendedor me deu uma para experimentar. Chupei, chupei, querendo mais, mas o resto era caroço. 1 a 3 sementes duras revestidas por uma fina camada de polpa macia, branquinha, levemente ácida (como a do bacuri do Pará, sendo este muito maior e carnudo). É isto que se chupa. Fiquei imaginando a dificuldade para se extrair a polpa para sucos. Só mesmo para rolar na boca e extrair o máximo que se consegue. Frutinha-diversão, passa- tempo infinitamente mais light que o biscoito com este nome. Demorei para identificar porque há vários tipos de bacurizinhos amazônicos. Mas acho que é este: bacuripari-liso, Rheedia brasiliensis ou Garcinia brasiliensis, de origem amazônica com ocorrência em mata pouco densa e que frutifica na região de Manaus de janeiro a maio. Mais uma fruta que peguei no fim de safra.



Banana pacovã

Na época do descobrimento, havia por aqui uma variedade nativa de banana chamada de pacova que, por ser brasileira, foi denominada posteriormente banana-da-terra. As outras variedades de banana, entre as quais a nanica ou banana d’água, chegaram ao Brasil com os africanos, possivelmente originárias do quente e úmido sudeste asiático. Fiquei impressionada com a quantidade, em Manaus, de banana-da-terra - pelo menos é assim que a chamamos em São Paulo uma variedade muito parecida, um pouco menor. Chamam por lá de pacovã, seu nome primordial. E com ela fazem friturinhas com canela e açúcar vendidas na rua, assim como os chips salgados em rodelas ou fatias linguarudas.
Comida de rua: friturinhas com banana pacovã

Cupuaçu (Theobroma grandiflorum)
São como os do Pará, do qual já falei aqui .

Frutas Amazônicas parte 3

  – Cubiu e Sapota-dos-Solimões


Cubiu verdolengo
Confesso com vergonha que não comi de verdade nenhuma das duas em Manaus. Cubiu comi aqui em São Paulo certa vez como Maná, seu outro nome. Mas aprendi uma coisa que deve valer para todos seres viajantes: quando passar por uma barraca de rua e vir uma fruta ou qualquer coisa diferente que desperte seu interesse, não deixe pra depois, achando que haverá mil delas mais à frente. Pode acontecer de nunca mais se deparar com a coisa até o momento de ir embora. Se deixar pra comprar no aeroporto, então, danou-se. E sabe-se lá quando vai voltar àquele lugar. Mesmo que seus companheiros de viagem te puxem pelo braço, desvencilhe-se à força, faça birra e pare pra comprar o que quer. Pode ser a última chance. O bom é já andar com dinheiro vivo no bolso e uma sacolona à mão quer você vá ao teatro ver a ópera ou tomar sorvete na Glacial da esquina (Glacial é a sorveteria mais famosa de Manaus). Ainda não sabia disto e só agora me dou conta do que perdi.


Cubiu maduro com gengibre - para curas Pelo menos perguntei o que era e pra que servia, já que todo mundo em alvoroço parecia se interessar demasiado pelo tal do cubiu. É de comer, perguntei. Não, é remédio, responderam. Pra quê? Diabetes, colesterol e o diabo. Tivessem respondido é de comer, teria comprado e reconhecido. Droga! Foi chegando aqui e consultando o livrão da Embrapa, Fruteiras da Amazônia, que percebi que já conhecia a fruta. Certa vez, comprei no Extra, com o nome de maná e até registrei minhas impressões - achei azedinha, boa para chutneys. Originária do Alto Orinoco e domesticada pelos ameríndios, está espalhada por toda a Amazônia – brasileira, peruana e colombiana. Olhando, assim, parece uma mistura de tomate, tomarillo e berinjela. É parente solanácea de todos eles e ainda do jiló, da pimenta e do pimentão. Não é fruta boa de se comer de bocada, mas vai bem em sucos e como tempero – assim como tomate – de cozidos de peixe e frango. Aliás, recebe nome também de tomate de índio, em Pernambuco, além topiro e tupiro no Peru; cocona, na Colômbia, Peru e Venezuela. Em inglês, atende por orinoco apple ou peach tomato.
A razão da panacéia chama-se niacina, uma vitamina do complexo B, na qual o cubiu é muito rico. A vitamina está envolvida em processos enzimáticos no nosso corpo, que inclui o metabolismo de gorduras. Por isto, dizem, faz baixar o colesterol, controla a glicemia, ácido úrico etc. Pelo nome dela “Solanum sessiliflorum”, não encontrei referências no pai dos burros da fitoterapia “Tratado de fitofármacos y nutracéuticos”, o que não significa que tudo isto não seja verdade, pois já vi pelo menos um estudo sério publicado na revista do Instituto Adolfo Lutz que comprova o efeito antiglicemiante com ratos. Por enquanto, vamos comendo, que, se não fizer bem, com moderação mal não faz. Já há plantação comercial do dito no Vale do Ribeira. Foi de lá que veio aquele que comprei no Extra e é só ficar de olho que logo teremos mais por aqui. No Mercadão deve até ter - é que faz tempo que não ando por lá.

Sapota-do-solimões

Goiabas com sapotas-do-solimões

Rambutão em cima, tucumã embaixo e sapota à direita Sapota-do-solimões foi uma das frutas que só vi duas vezes na viagem toda e sequer comprei uma para experimentar na calma do hotel ou para trazer pra casa. Era fim de safra. Sorte que numa das barracas de rua me deram uma lasca para provar. Mas o excesso de novidades era tanto que estaria mentindo se dissesse que me pareceu azeda ou assada. Não lembro. Sei que era gostosa, nem um pouco agressiva. Tampouco espalhafatosa no aroma como graviola, maracujá ou cupuaçu. Talvez docinha e discreta como um caqui.
A Quararibea cordata, ou Matisia cordata, que dá estes frutos, é uma árvore de porte alto que pode chegar a 20 metros. Parece ser originária da Bacia do médio e alto Solimões e está espalhada da cidade de Tefé, na Amazônia, até Peru oriental, Colombia e Equador. É chamada também de sapota-do-Peru em língua puquiniquim. Já na Colombia, é zapote ou chupa-chupa. E a danana é grande e bonita. Tem casca coriácea e polpa bem alaranjada, suculenta, com algumas sementes duras. Seu peso pode variar de 300 gramas a 1 quilo. Terei que voltar lá no ano que vem.

Frutas amazônicas, parte 2.

Graviolas e Jenipapos


Isto é comum em Manaus: polpas frescas em saquinhos Graviolas


Projetinho de graviola, no Hotel Tropical


Graviolas à direita. Aqui, com cacau, mamão e ingá.


Originárias das Antilhas, as graviolas (Annona muricata) estão presentes hoje em quase todos os países tropicais. Em Manaus a oferta é farta. Mais nas barraquinhas de rua que no Mercado Municipal. Embora se pareça com uma pequena jaca, pertence à família das Anonáceas, a mesma pinha, ata ou fruta-do-conde, cherimóia e atemóia (híbrido entre cherimóia e pinha). No Brasil todo, podemos encontrar a polpa batida e congelada, mas nada se compara àquela polpa tirada na hora do fruto bem maduro. Branquinha, um verdadeiro algodão alvo e suculento, perfumado, doce e ácido, tudo junto, tudo forte, o que dá uma personalidade danada a sorvetes, musses, cremes e sucos. A polpa fresca, em saquinhos, também é vendida por lá (mas vai saber a higiene na manipulação). Prefiro comprar o fruto e separar a polpa eu mesma. Se não uso toda, embalo e congelo. Jenipapo

São feiosos. Ficam lá amontoados nas barracas. Umas bolas marrons e amassadas. Mas quem se importa? Estão maduros e gostosos quando ficam assim, molinhos. Estes frutos da planta Genipa americana L., originária do norte da América do Sul, podem hoje ser encontrados em vários países. Na Amazônia brasileira é uma planta espontânea que cresce nas várzeas e costuma ser coletada pelos homens. Mas também há cultivos comerciais. Por aí afora recebe nomes como Bigrande, na Bolívia; Jagua, na Colômbia; caruto e xagua na Venezuela; yaguayagua, no Peru e maluco, no México. É mesmo um fruto maluco. Já comi pedaços cristalizados e bebi do licor. Acho muito saboroso e perfumado, mas tem um quê terpênico de diesel, plástico, sei lá o que. Nada que atrapalhe o consumo, um retrogosto apenas. Fora isto, é um fruto cheio de vitaminas e minerais, energético e útil na ornamentação corporal - do fruto verde, ralado e espremido, se extrai um líquido amarelado que escurece em contato com o sol e serve de tinta para as pinturas indígenas ritualísticas.
 

Frutas Amazônicas, parte 1. Coquinhos: pupunha e tucumã



Pupunha (Bactris gasipaes H.B.K)
Presente em outros países como Honduras, Colômbia, Costa Rica, Panamá, Peru, Venezuela, Equador e Bolívia, esta palmeira foi originalmente domesticada na América Central e Amazônia. É costume no Norte comer os coquinhos cozidos em água e sal, no café da manhã, como o aipim. Ficam com consistência de castanha portuguesa ou batata doce, só que mais firme, por isto são usados também para purês, cremes, inhoques, tortas. De sabor, fica entre milho e pinhão. É rico em carboidratos, mas também em gordura (27%), uma ótima aliada para transportar tanto betacaroteno (3.800 mcg/100 g), substância amarela lipossolúvel que se transforma em vitamina A. Pode virar farinha de uso na culinária e seu palmito é aquele de cultivo sustentável que passou a ser plantado para dar fôlego ao juçara. De qualquer forma, uma coisa ou outra. Palmito ou frutos.
Tucumã
Como a pupunha, o que se come do tucumã (Astrocaryum aculeatum Meyer) é a polpa. Só que neste caso é mais versátil porque pode ser comida crua. Originária da Amazônia, esta palmeira espinhenta pode ser encontrada nas Guianas, no Peru e na Colômbia. Além de fornecer fibras, linhas, palhas e madeira para usos no artesanato, cestaria e construção, fornece estes frutinhos esverdeados, de polpa alaranjada, deliciosos e nutritivos, outra grande fonte de betacaroteno, como a pupunha, o dendê e outros coquinhos amarelos. Demos sorte de pegar ainda o fim da safra, que vai de novembro a maio. Lá em Manaus, entram numa porção de pratos e podem ser encontrados em toda esquina já cortados em lascas que serão usadas no seu mais famoso veículo, o ilustre sanduíche, nada mais que pão e pupunha, às vezes vendido a R$ 1,00 em pontos populares. É claro que se pode incrementar dando uma ligeira fritada na manteiga, juntando fatias de banana frita ou queijo de coalho. Mas nem precisa. Pena que só trouxe uma dúzia deles e quase nada mais resta depois de devorar dois sanduíches. Tem gosto amanteigado, neutro, não precisa de sal nem açúcar e tem consistência de peito de frango grelhado e macio ao ser mordido.
Tentei tirar a amêndoa para comer ou extrair o leite, mas a semente é dura como pedra. E o coquinho é lindo de branco, com aguinha na cavidade e tudo o mais lembrando um coco da Bahia, mas não consegui sequer dar uma mordida de tão duro. É difícil também de separar a amêndoa da casca. Tentei que tentei com a ponta da faca, mas larguei mão antes que acontecesse um acidente. Seria como tirar leite de pedra. Para conseguir quebrar os cocos no martelo quase gerei dois dedões roxos e achatados, de tanto que escorregavam sem partir. Experimentei uma lasquinha e não senti sabor algum. Mas deve ter serventia e sei que é nutritivo. Alguém aí sabe? Se não, que elas continuem como bolas de colares, que, aliás, ficam lindos.


As lascas em saquinhos vendidas no Mercado, mas também são encontradas em barracas de rua. Preferi trazer os frutos inteiros e tratar deles aqui.
É só descascar e tirar a polpa em lascas - não rendem muito, mas dois ou três fazem um sanduíche.

Sanduíche iche iche saudável. E o melhor: de delícia rara e rústica.
Minha amiga e consultora para assuntos amazônicos, Dona Jerônima Brito (da Pousada São Jerônimo, na Ilha do Marajó), me contou que os tucumãs do Marajó são pequenos e que os vendidos em Manaus são carnudos. No Marajó o que se faz é passar os pedacinhos de polpa na máquina de moer e triturar como carne moida, que vai entrar em sanduíches, tortas e o que mais a imaginação atingir. Aproveitou pra me contar sobre uma receita indígena que ela comia e via preparar quando criança. Nunca mais viu. Aqui vai a idéia (a receita, darei no dia em que testar).
CUNHAPIRA (a grafia correta pode ser outra – quem souber, bora lá nos comentários)
Tempere um dia antes um pedaço grande de pernil de porco com alho, sal, pimenta-do-reino e suco de limão. Deixe na geladeira. No outro dia, refogue o pedaço de carne em óleo numa panela grande. Cubra com água quente e deixe cozinhar até ficar macia, a água secar e começar a fritar na gordura que restou na panela. Coloque num tabuleiro e leve ao forno para dourar. Corte em pedaços, coloque de novo na panela e junte suco de tucumã (a polpa batida com água e peneirada). Deixe ferver em fogo baixo para os sabores combinarem e junte folhinhas de manjericão. Talvez tenha um toque dela aí – esta coisa de cozinhar e depois assar, as folhinhas de manjericão..., mas a idéia é boa, não?

Outra dica da Dona Jerônima: Refresco ou suco de tucumã
Bata a polpa com água e adoce a gosto. Para não ficar viscoso demais, bata junto uma goiabinha verde. É como tirar baba de quiabo. Peneire e sirva gelado.

Pirarucu ao leite de castanha do pará

Ingredientes


  • Tempo de preparo 15min
  • Rendimento 6 porções
  • 1 pimentão
  • 2 dentes de alho
  • 1 maço de cheiro verde
  • 1 kg de batatas cozidas inteiras
  • 4 colheres de sopa de azeite
  • Sal
  • Pimenta-de-cheiro
  •  

    Modo de Preparo

    1. Coloque o pirarucu de molho em bastante água para retirar o sal, de um dia para o outro
    2. Troque várias vezes a água
    3. Após a retirada do sal, escalde o pirarucu, que já deve estar cortado em quatro postas de 250 g
    4. Faça um refogado com o azeite, as cebolinhas, o alho e o pimentão
    5. Torne a refogar bem e adicione 3 copos de água
    6. Deixe cozinhar em fogo brando
    7. Corte as castanhas em pedacinhos e bata no liquidificador com um copo de água
    8. Depois coe em peneira fina para extrair todo o leite e, se este estiver muito grosso, junte um pouco mais de água
    9. Coloque o leite de castanha em um vasilhame e deixe descansar por algum tempo ou horas
    10. Facilite muito preparar o leite de castanha antes de começar preparar o o pirarucu
    11. Asim que o peixe estiver cozido e todo o molho secar junte o leite de castanha
    12. Prove o sal e tempere a gosto juntando, também pimenta de cheiro picadinha
    13. Quando o leite de castanha ferver, o prato estará para servir
    14. Arrume em uma vasilha com as batatas cozidas e acompanhe com arroz branco
    15. ou com farinha de mandioca

Como descobri o enfisema pulmonar, E TRATAMENTO PELO OLEO DA COPAIBA

Como descobri o enfisema pulmonar.



Um doente de enfisema pulmonar deve ser a coisa mais triste que possa existir. Imagine você sem ar. Bom, mas vamos a mais uma história fantástica e ao mesmo tempo difícil de acreditar.
Hoje, para o doente de enfisema, a medicação existente é só para complicar, e cura mesmo que é bom... De jeito algum! Como a gente passa o óleo pra diversas moléstias, desta vez fomos conduzido a um senhor com enfisema pulmonar que já estava em estado grave (só respirava através do balão de oxigênio). Como de praxe, as pessoas só tomam o óleo quando já não tem mais jeito para a medicina tradicional, pois esse senhor que era produtor rural que não tinha disposição para nada e não podia sair de casa por causa do oxigênio começou a tomar o óleo de copaíba. Os dias vão passando e o senhor João já se anima de ir para a roça e já tem uma disposição que não tinha dias atrás. Vai o senhor joão fazer um exame e leva para o médico analisar, quando o médico pega o exame, fica bravo e diz para trazerem o verdadeiro porque aquele não era o do senhor João. Alegaram que era sim, mas ele não quis saber, mandou fazer outro e disse que aquele exame não era o dele. Volta o sr. João ao laboratório, faz outro exame e vai novamente ao médico e o entrega, que abriu, examinou e disse: "Mas é impossível. Tem certeza que esse exame é seu ?" Tendo resposta afirmativa e não acreditando, pegou o telefone e ligou para o laboratório onde foi feito o exame e conversou com o profissional que o realizou, confirmando outra vez que o exame era do doente de enfisema. Depois de tudo isso, pergunta o doente do pulmão o que acontecia, e o médico estupefado diz para ele que não está entendendo nada, pois o exame que ele tem em mãos é de um pulmão de um jovem e não de um doente de enfisema pulmonar. Para a gente que está acostumado com os milagres do óleo, em cânceres de pulmão, já acreditávamos desde o começo que seria bom para a enfisema pulmonar, só não imaginávamos que o resultado seria tão rápido e fantástico como foi. Depois deste caso, já fiquei sabendo de mais dois casos de cura de enfisema, através do óleo de copaíba puro e isto porque na maioria das vezes a pessoa doente cura sem a gente saber o que ela tinha. Na natureza existe a cura para todas as moléstias, isto é inacreditável mas é a realidade.

Regeneração de tecidos celulares

Regeneração de tecidos celulares através dos óleos de copaíba e andiroba.


Numa de minhas viagens à cidade de Jacundá, no sudoeste do Pará, fiz amizade com um fazendeiro por nome Osvaldo que também era um exímio raizeiro. 
Ele me iniciou no conhecimento dos óleos que curam. Ficamos nessa viagem 4 meses e neste período aconteceram duas coisas das quais me fizeram apaixonar pelos óleos milagrosos da Amazônia, vou lhes contar um caso de cada vez;
No primeiro foi o caso da sogra de Osvaldo, que ele me contou como salvou.  Na época, em Belém, os médicos abriram para operar um câncer no fígado, mas no que abriram notaram que o câncer já tinha tomado conta do órgão e não tinham mais nada a fazer. 

O Osvaldo, numa última cartada, durante 3 dias seguidos deu uma colher pequena de copaíba e outra de andiroba juntas misturadas no café. Dois meses depois, exames feitos e o fígado estava perfeito. A pergunta que se faz é: Foi um milagre ? Pois nesse caso em questão, o fígado canceroso foi regenerado. Isto quer dizer então que o que a medicina moderna chama de células tronco e trata como uma tecnologia medica altamente revolucionária, estes óleos fantásticos já fazem.
No segundo caso, presenciei toda a história. Em um trabalho na mata caiu uma tora de madeira na perna do operador de moto serra e correram com ele para Jacundá, no caso, a cidade mais próxima. Os médicos analisaram o paciente e deram o veredito: "Vai ter que amputar", não aceitaram aquilo e levaram o acidentado para Marabá, no caso, a maior cidade da região, e lá vem os médicos com a mesma análise anterior, teria de amputar. Levaram então a vítima até Belém, tenta-se assim ir para um centro com mais condições médicas, mas não adianta, pois dizem a mesma coisa, vai ter que amputar. Outra vez, já no desespero, um copo de café na madrugada, com uma colher pequena de copaíba e outra de andiroba, 3 vezes, em intervalos de 8 horas e dentro de uma semana, o acidentado teve alta e os médicos não entenderam nada e disseram que nunca tinham visto aquilo na vida deles.
Obs: Estes óleos, quando puros, são para tomar em gota ou gotas/dia, portanto, esta dosagem de colher, foi um caso extremo de necessidade momentânea. Vamos raciocinar então; Por que os três médicos, nas três cidades diferentes, disseram que teriam que amputar a perna do acidentado ?  Simples !  Pela sua experiência medica, uma infecção daquele porte onde a perna já estava ficando preta, só amputando para não matar o paciente com uma infecção generalizada. Então, como explicar ou provar que o copaíba e andiroba tinham feito isso ? Como estes óleos conseguiram reverter uma infecção que já tinha sido dada por perdida para os antibióticos existentes à disposição ? Isto me mostrou que ali se tinha um antibiótico natural (não faz mal a saúde,sem contra-indicação), que era muito mais poderoso que os produtos sintéticos existentes.
Quando Osvaldo me contou a história de sua sogra em relação ao câncer de fígado, fiquei meio em dúvida. A história da perna acidentada, que acabei de contar, eu vi. Mas a da sogra de Osvaldo, esta eu não vi, só escutei, e lógico, fiquei na dúvida. A minha dúvida acabou quando muito tempo depois, aconteceu um caso semelhante com um doente de câncer no pulmão, este doente como é de praxe, estava fazendo quimioterapia para diminuir o tumor e poder fazer a operação (extirpar o tumor). Quando os médicos abrem o indivíduo para operar dão de cara com um pulmão todo comido pelo câncer, isto é, só a casca. Como de costume, fecha a operação e manda pra casa para morrer. É nessas horas que entra o óleo de copaíba puro ou junto com o óleo de andiroba, o canceroso neste caso já desenganado, não tem mais nada a perder, e aí toma estes óleos que têm que serem puros, senão não fazem efeitos. Quando passa um mês, os médicos que desenganaram o canceroso ligam para a casa do "dito cujo" para ter a notícia do falecimento do mesmo.  Qual não é a surpresa quando quem atende o telefone é o doente, pergunta o médico: "Ó, é você Fulano?", pensando com ele: "Ora, mas esse cara já era pra estar morto" e aí o médico pergunta: "Não está sentido dor ?". Porque em um caso normal era para o doente estar com dores, mas o doente responde que não está sentindo dor. Os médicos pedem para ele ir até São Paulo, no caso, o local do tratamento. Quando lá chegou, e vendo que o doente estava bem, queriam abri-lo para ver o que estava acontecendo e o doente respondeu: "Mas vocês estão loucos ? Pois eu estou me sentindo muito bem."  Conclusão; Dois meses depois outra vez, em São Paulo, foram feitos novos exames e qual a surpresa ? O pulmão estava regenerado. Aí então o médico diz que foi milagre. Esta história então bateu com a que Osvaldo tinha me dito, num caso o câncer do fígado, e noutro caso o câncer no pulmão. Nos dois casos temos regeneração de órgãos. Como isto acontece eu não sei, os cientistas da medicina também não sabem, ninguém sabe, mas que acontece.. Nós temos a certeza ! Por isto, como engenheiro florestal estudioso e conhecedor das plantas, comecei a me interessar pelo estudo dos fitoterápicos da Amazônia.