sexta-feira, 12 de julho de 2013

Ex-pugilista Éder Jofre é internado em São Paulo

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Com 77 anos, o ex-puglista Éder Jofre foi internado no Hospital do Campo Limpo, zona sul de São Paulo, por volta das 2h47 (de Brasília) desta quinta-feira, com sintomas relacionados ao Mal de Alzheimer. Em estado de observação na emergência, o esportista acabou sendo transferido para a unidade da Vila Mariana da Santa Casa de Misericórdia.

A reportagem da Gazetaesportiva.Net entrou em contato com o hospital e foi informada, por um funcionário unidade, que o ex-pugilista se encontra no local e está em estado de observação. Por orientação médica, no entanto, a Santa Casa de Misericórdia alegou não poder passar outras informações a respeito de Éder Jofre.

Diante do fato, segundo Reinaldo Carreira, responsável pelo blog “1º Round”, hospedado na GE.Net, a família de Éder Jofre passou a ter uma atenção especial com o esportista e teria chegado a conversar com a família do ex-boxeador José Adilson Rodrigues dos Santos, mais conhecido como “Maguila”. O lutador de 55 anos chegou a ser internado em uma ala psiquiátrica e enfrenta o Mal de Alzheimer.

A unidade da Vila Mariana da Santa Casa de Misericórdia não confirmou as informações sobre o estado de saúde de Éder Jofre. O hospital na zona sul de São Paulo, no entanto, é especializado em tratamentos psiquiátricos. Inaugurado em outubro de 1998, recebeu o nome de Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental e se apresenta como um hospital que "caracteriza-se por intervenções de maior complexidade e que exigem um serviço de grande porte com técnicos altamente especializados".

No dia 5 de maio de 2013, Éder Jofre comemorou 40 anos de seu segundo título mundial. A reportagem da GE.Net relembrou a façanha do ex-pugilista, que não escondeu a emoção ao falar sobre o título. “Eu quase choro de alegria quando falo sobre isso”, comentou.
Fonte: Gazetaesportiva

Deputados e vereadores pagavam campanha com dinheiro de golpes em cartões de crédito – Entenda esquema

Apontados pela Polícia Civil como parte de um complexo esquema criminoso que permeava entre os poderes público e privado do estado de Rondônia, os deputados Hermínio Coelho (PSD), Cláudio Carvalho (PT), Ana do Oito (PT do B), Jean Oliveira (PMDB) e Adriano Boiadeiro (PRB), todos afastados temporariamente de seus cargos, ao que tudo indica utilizaram dinheiro proveniente de práticas de estelionato contra entidades bancárias durante o custeio de suas respectivas campanhas eleitorais.

Também foram apontados nos autos como financiados pela ORCRIM os vereadores Marcelo Reis (PV), Eduardo Rodrigues (PV), Jair Montes (PTC), Cabo Anjos (PDT) e Pastor Delson (PRB). Destes três estão presos, porém retornam à Câmara de Vereadores assim que deixarem o presídio Pandinha em Porto Velho.
Segundo as informações apontadas no inquérito apresentado pelos Delegados de polícia do GCCO (Grupo de Combate ao Crime Organizado) Thiago Araújo Laiola, Marcos Vinícius Alves e Silva Filho, e Francisco Borges Neto, grande parte dos gastos  da quadrilha feito nas campanhas políticas vinha dos cartões com limites fraudados pelos integrantes da suposta ORCRIM.
O esquema
Com um patrimônio que ultrapassava os trinta milhões de reais, os membros da suposta ORCRIM “compravam” o CPF de terceiros, abriam inumeras contas em diversas instituições bancárias e  movimentavam grandes quantias em dinheiro na intenção de aumentarem o limite de crédito.
Para não levantar suspeitas, os membros da ORCRIM pagavam as faturas dos cartões de crédito com cheques de origem espúria em outros estados da federação. Como demorava entre dois a três dias para compensar, os acusados tinham mais tempo para novamente utilizarem o limite do cartão concedido pelo banco.
Documentos enviados à Polícia Civil pelo banco Itaú S/A, mostram que alguns boletos foram pagos em Brasília, capital do Distrito Federal. Com isso a ORCRIM ganhava uma “janela” até o extorno do cheque onde realizavam mais gastos.
Entre os CPF’s utilizados pela suposta quadrilha, todos os deputados estaduais arrolados nas investigações possuiam em seus gabinetes servidores considerados “fantasmas” que participavam do esquema.
CPF’s esses que de acordo com o relatório eram nomeados pelos deputados como pagamento de parte de acertos realizados no período eleitoral entre os parlamentares e a ORCRIM.
Custos de campanhas para confecção de milhares de santinhos, bandeiras, entre centenas de materiais de campanha utilizados pelos politicos apontados na investigação foram pagos com os limites dos cartões utilizados para a prática de estelionato pela ORCRIM estruturada em Porto Velho.
Grande parte dos nomes envolvidos no esquema foram presos durante a deflagração da operação “Apocalipse”.  Os deputados afastados poderão retornar às suas cadeiras assim que a casa voltar do recesso parlamentar.
Fonte: Rondoniaovivo - João Paulo Prudêncio - Foto/Montagens: Arquivo Rondoniaovivo e O Rondoniense

quinta-feira, 16 de maio de 2013

“GREVE GERAL” - Educação Estadual também pode anunciar paralisação nesta quarta; governo diz que não há chances para reajuste

Mais uma categoria anunciou nesta terça-feira que pode deflagrar greve por tempo indeterminado em Rondônia, dependendo só de decisões que serão tomadas em assembleias gerais em todo o Estado na tarde desta quarta-feira.
Em uma reunião que poderia resolver impasses entre profissionais da Educação e Governo, as autoridades estaduais refutaram qualquer ideia de reajuste, ao contrário, repetem o mesmo discurso já apresentado a policiais civis e agentes penitenciários: não há dinheiro nem mesmo para a reposição das perdas salariais, que poderia ser negociada ao menos com o percentual acumulada dos últimos 12 meses, diz o Sintero.
Outras reivindicações são a implantação correta do Plano de Cargos e Salários e pagamento de licença premio. O Estado enumerou que o Plano já garante ganhos importantes, mas o Sintero rebate dizendo que até seria, se estive sendo aplicado corretamente.
O Governo alegou que qualquer pedido que gere impacto financeiro não pode ser atendido, o que levou os sindicalistas a considerarem que restam poucas alternativas senão a paralisação imediata. A decisão no entanto será tomada pelos servidores em assembleias regionais. O SINTERO já se manifestou sobre a reunião:
A direção do Sintero foi recebida na tarde desta terça-feira (14/05) pelo secretário de Estado de Administração, Rui Vieira, que representou a Menp – Mesa de Negociação Permanente (grupo de secretários estaduais que falam em nome do Governo), oportunidade em que recebeu, por escrito, a resposta do governo do estado à pauta de reivindicações dos trabalhadores em educação estaduais.
A pauta, aprovada pelos trabalhadores em assembleia e entregue ao governo ainda em dezembro, contém, entre outras reivindicações, um pedido de reposição de perdas salariais, a implantação correta do plano de carreira, principalmente no que trata da mudança de classe dos professores e implantação das gratificações dos técnicos administrativos, além da retomada do pagamento da licença prêmio em pecúnia.
Os trabalhadores em educação também cobram a regulamentação da lei estadual dos precatórios, que depende de uma atuação isenta da PGE.
No documento entregue à direção do Sintero, que será apresentado à categoria e avaliado na assembleia desta quarta-feira, o governo diz que não tem recursos para atender às reivindicações.
O documento relata que as crises econômicas europeia e mundial afetaram a economia local causando uma redução na arrecadação de recursos. O governo também alega que a desaceleração das obras das usinas hidrelétricas do Rio Madeira causaram um impacto negativo nas receitas.
A direção do Sintero argumentou que as reivindicações podem ser atendidas com a utilização dos recursos específicos da educação (25% das receitas), somada à redução dos cargos comissionados (contratações sem concurso público).
Além da diretoria executiva do Sintero, participaram da reunião diretores e representantes das Regionais de todo o Estado. Todo o conteúdo da reunião será relatado nas assembleias simultâneas que serão realizadas em Porto Velho e em todas as Regionais nesta quarta-feira, às 16 horas.
O presidente do Sintero, Manoel Rodrigues, saiu da reunião decepcionado. Ele disse que esperava uma proposta mais consistente com itens que realmente valorizem a educação no Estado. “A resposta do governo praticamente não oferece nada. Os trabalhadores em educação não suportam mais o arrocho salarial, a falta de condições de trabalho, a falta de valorização profissional e as pressões cotidianas”, disse Manoel.
Embora seja uma decisão a ser tomada pela categoria em assembleia, a direção do Sintero não descarta uma greve por tempo indeterminado na educação estadual.
Fonte: RONDONIAGORA
Foto:Ilustrativa.

POLICIAIS MILITARES DENUNCIAM TRATAMENTO "ESCRAVO" NOS PRESÍDIOS

A diretoria da ASSFAPOM- Associação dos Praças e Familiares da Policia e Bombeiro Militar de Rondônia, vem a público externar  sua indignação quanto ao tratamento desumano aos Policiais Militares que se encontram nos presídios e barreiras de Porto Velho em decorrência à greve dos agentes penitenciários.
As denúncias dão conta de que o governo arrochou às escalas, policiais cumprem plantões de mais de 13 horas no seu período de descanso, na folga de 48 horas. Contudo, as escalas previstas para oito horas passam de treze, sendo que após esse período, isto é, até o momento da rendição do outro turno, não está sendo fornecidas alimentação adequada, bem como Água fornecida para beber chega ser quase morna.
Diante da denúncia, o presidente da associação, Jesuíno Boabaid, acompanhado da assessoria jurídica, compareceu no Presídio Urso Branco, onde constatou a veracidade das denúncias. Jesuíno estará ajuizando ação contra o Estado de Rondônia, em favor de seus associados em busca de obter uma liminar que obrigue o Estado a fornecer alimentação e água (fria) adequada para os policiais militares, terem as mínimas condições de trabalho.
“Sabemos da necessidade do governo em suprir a segurança nos presídios, por causa da falta dos agentes penitenciários, que se encontra em greve, porém os profissionais não podem ser submetidos às situações análogas a escravos, isso é crime. O governo tem que ter responsabilidade para com esses seres humanos, e o tratá-los dignamente, pois caso ocorra o pior, uma rebelião ou coisa parecida, estarão fisicamente despreparados pela falta de descanso, água e comida, as conseqüências poderão ser deploráveis.” Finalizou Jesuino Boabaid.
Fonte: ASSFAPOM.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

A Surra do Jumento

  1. Era uma vez um jumentinho que tinha nascido e vivido em 
  2. Jerusalém há dois mil anos. Naquela época, os jumentos e os cavalos eram tão valiosos e necessários quanto são os automóveis, nos dias de hoje. Todavia, os jumentos eram mais valiosos, pois assim como os automóveis compactos são mais apropriados para trafegar nas grandes cidades, com suas ruas lotadas, eles também se saíam muito melhor que os cavalos nos caminhos íngremes da região montanhosa de Jerusalém.

  3. Além do mais, os jumentos se sentiam superiores a todos a todos os outros animais, porque apenas um deles, em toda a história da humanidade, tinha sido capaz de falar. Quem não conhece a lição que um jumento deu a Balaão, o profeta ambicioso? (Números 22.21-41)

  4. Assim, aquele jumentinho, que nunca tinha sido montado, alimentava seus devaneios de glória e vaidade. Um dia, seu sonho parecia ter chegado. Alguém veio busca-lo quando diziam que o mestre precisava dele.

  5. “Vejam só”, pensou ele, “o Mestre precisa de mim”. “Eu sabia que era mesmo muito importante. E agora, chegou a hora de todas nessa cidade reconhecerem meu valor.”

  6. Assim lá foi ele, levado ao encontro do grande Mestre. Era um domingo e Jerusalém estava lotada. Aquele era o primeiro dia da semana mais importante do ano, quando todo o povo se reunia para comemorar a Páscoa, a festa mais tradicional do calendário judaico.

  7. Não tinha dia melhor para a estreia do jumentinho “zero-quilômetro”. Muito gaboso, carregando o mestre, ele entrou na cidade pela porta principal e viu a multidão em delírio. Todos exultavam e lançavam as próprias vestes no caminho para que ele passasse sobre elas.  O jumentinho se sentia nas nuvens enquanto o povo batia palmas e cantava Hosanas.

  8. Aquele dia espetacular tinha se tornado inesquecível na vida do animal.

  9. Os dias foram passando e o jumento ainda vivia sob o efeito da fantasia que havia tomado seu coração. O Mestre, ele não viu mais. No entanto, isso não era lá importante, já que ele estava mesmo preocupado em se preparar para uma segunda entrada na cidade.

  10. Dessa vez, ele queria que todos os seus amigos vissem sua glória e convidou os que encontrou pelo caminho. Ao se aproximar da cidade de Jerusalém, um deles ainda tentou adverti-lo a não ousar ingressar pela entrada principal, mas ele nem deu bola.

  11. Muito orgulhoso, foi empurrando as pessoas como a dizer: “Sou eu, abram caminho comecem a gritar Hosanas”. Ele tinha pensado que a glória daquela outra entrada era para ele e não para o Mestre. Tomou uma surra e, até hoje, tem o lombo marcado.

  12. Por isso, cada vez que conquistamos vitórias nesse mundo devemos sempre lembrar da história do jumentinho orgulhoso e nunca esquecer a quem pertence a glória.