POLICIAL MILITAR 27 ANOS DE COTURNO/PAULISTA de PRESIDENTE PRUDENTE/SP - Este é o nosso Blog, fale com a gente, dê sua opinião, idéias e sugestões. O e-mail para contato é: josevanderleidasilva@Hotmail.com ou josevanderleidasilva@Gmail.com- Por telefone: (069) 9245-9502 OU 8152 -
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
A 2º USINA NO RIO MADEIRA EM FASE DE CRESCIMENTO
UHE Jirau atinge o marco de um milhão de metros cúbicos de concreto
Sexta-Feira , 15 de Julho de 2011 - 11:08
“Este marco é de extrema importância para a Camargo Corrêa, assim como a obra de Jirau. Sem esforço, nós não conseguiríamos chegar neste dia de hoje. Todos devem continuar unidos, fazendo seu serviço com segurança, qualidade e responsabilidade, que logo estaremos comemorando os 2 milhões de m³ de concreto”, explica José Antônio Zanotti, gerente executivo da construtora.
Vencer cada meta faz parte do dia a dia dos profissionais que trabalham em uma obra grandiosa e diretamente ligada ao desenvolvimento energético do país. “É uma superação para todos. Para a Energia Sustentável do Brasil (ESBR), para a Camargo Corrêa e para a Leme. Enfrentamos algumas dificuldades, superamos e estamos em um momento muito importante para o empreendimento, próximo ao desvio do rio Madeira que passará pelo vertedouro” acrescenta João Lázaro, gerente executivo de equipamentos.
Para Humberto Diniz, gerente de produção da CC, o registro deste número é cumprimento de apenas uma parte do projeto como um todo. “Nós temos que chegar a 2,5 milhões e meio de m³ de concreto. A união da equipe, do time todo, foi determinante para que atingíssemos mais essa conquista” enfatiza.
O empreendimento conta ainda com outros desafios. De acordo com o novo cronograma de obras, o desvio do rio Madeira está previsto para ocorrer em setembro deste ano, e a geração de energia comercial em 2012. A usina terá 3.750 MW de eletricidade a plena capacidade, suficiente para atender 10 milhões de residências.
De acordo com Marcos Barra, gerente de produção da CC, a contribuição da Construtora com este empreendimento é o desenvolvimento do Brasil como papel principal. “A empresa, sem dúvida, está cooperando com isso. No final, vamos entregar uma usina hidrelétrica que vai produzir energia para geração do progresso do país”, ressalta.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
PORTO VELHO CIDADE DE NINGUEM
Realmente Porto Velho tem tudo para ser uma cidade limpa, mas o descaso das autoridades que constituem a administração municipal e estadual e sendo uma Capital onde também poderia ser em qualquer das cidades mais bem vista do Porto Velho, como capital onde deveriam os governantes prestarem mais atenção nas periferias onde moram os seus eleitores o povão como eles dizem, nas eleições promessas é o que não faltam. Moro em uma area a mais de 15 anos, e quando eu fui até o orgão municipal que resolve estes problemas referentes a Iptu o que me disseram era que a area era verde, e ficou por isso mesmo esse tempão e continua sem sequer que ninguem se preocupe em regularizar este local que fica ali no bairro belvedere que hoje mudaram para bairro eletronorte onde receberam as verbas advindas da união, onde à duas escolas, panificadoras e outros comercios e residencias sem contar que na rua algodoeiro sub esquina com a rua bartolomeu pereira na baixada uma empresa contratada na epoca fazendo escavações para colocar esgoto em vez conduzir as escavações até um ponto de drenagem das aguas das chuvas e esgoto, o que eles fizeram foi jogar este esgoto dentro de terreno causando assim o constrangimento pelo mau cheiro do esgoto que cai dentro de outro terreno ficando eles de voltarem para completar este serviço mas até hoje esse serviço não feito e continua causando dor de cabeça aos moradores da area, pelo que sei ninguem joga esgoto dentro de quintal de ninguem e esse serviço e feito e ninguem pode dizer nada. A o descaso dos orgãos municipais até porque não se ve fiscalização nenhuma por parte deles . Então o que vejo sobre tudo isso é uma humilhação do poder público contra a população e não ficar meentindo que vai fazer asfaltos, esgoto, iluminação sendo que fazem aquele serviço porco com as maquinas deixando pior do estava nos bairro. Agora eu pergunto cade o dinheiro do PAC que veio para fazer o Saneamento basico, água e outros beneficios para a população e não se vê nada disso.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
Morte do pai
Claudemir é um dos filhos de Adelino Ramos, natural do Paraná, que se mudou com os três filhos e a mulher para Rondônia. Antes de se tornar sindicalista e líder camponês, Adelino ganhava a vida como pequeno produtor, comercializando as verduras que produzia. Como ironia do destino, foi assassinado a tiros em frente às duas filhas e à segunda mulher, enquanto vendia as hortaliças.
“Se é para entregar a vida para que as coisas melhorem, minha vida está a disposição da causa. Perder o pai, igual eu perdi, não é fácil, Meu pai chegou em Rondônia com nós e para nos sustentar vendia verdura. E ele morreu vendendo verdura para sustentar as duas filhas pequenas.”
“Essa perseguição não é porque tinha um grupo de madeireiros querendo matar meu pai, é porque quer incriminar os movimentos sociais no país todo", opina. "Eu elogio o governo do Lula e o governo da Dilma. Muita coisa foi feita nas favelas, no Nordeste, mas e a reforma agrária? Os camponeses vão ter que morrer todos?”, questiona.
Julgamento “preconceituoso”
Em 2000, o Tribunal do Júri condenou Claudemir a oito anos e meio de prisão pela morte dos dois policiais militares e por cárcere privado dos sem-terra durante o massacre. Cícero Pereira Leite também foi condenado. A denúncia do Ministério Público, que culminou nas condenações, foi fundamentada em investigação da Polícia Civil, que, por sua vez, utilizou como referência apuração conduzida pela Polícia Militar. Em 2005, esgotaram-se os recursos de Claudemir.
Relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), integrante da Organização dos Estados Americanos (OEA), divulgado em 2004, concluiu que faltou independência, autonomia e imparcialidade no julgamento. Com base neste relatório, o Comitê Nacional de Solidariedade ao Movimento Camponês de Corumbiara atualmente reivindica ao governo federal esforços para que seja realizado um novo julgamento.
“Meu julgamento foi preconceituoso. Se o corpo de jurados não era de fazendeiros, era orientado por eles. Por isso fui condenado. Eu não matei ninguém, eu não roubei”, reclama o camponês. “Olhem no meu processo se tem prova do que eu fui acusado, se tem prova que eu fui pego com arma. Ao contrário, fui torturado brutalmente.”
Se preso, Claudemir deverá ser conduzido ao presídio Urso Branco, em Porto Velho, um dos campeões em rebeliões e chacinas entre as detenções do país. Ele sabe que lá não duraria muito. “A gente não sabe qual o fazendeiro, mas em Corumbiara e em Colorado corria o boato de que o ‘Claudemir, o Pantera seria assassinado’, e teria um preço de R$ 50 mil para quem fizesse a minha cabeça”, conta.
A versão de Claudemir para o massacre
O massacre de Corumbiara, no qual dez sem-terra e dois policiais militares morreram - embora os sem-terra falem em até 40 mortos -, é uma história pouco conhecida da maioria dos brasileiros, O resultado, porém, indica que, como nos massacres do Contestado, Canudos, Carandiru e Carajás, o aparato militar estatal agiu com excesso de truculência e despreparo.
O conflito ocorreu na fazenda Santa Elina, que possuía 20 mil hectares e era considerada devoluta (terra pública, tomada por terceiros, em processo de devolução ao Estado). A área havia sido ocupada por mais de 600 famílias sem-terra 23 dias antes do massacre. Na versão de Claudemir, a matança foi ordenada por fazendeiros da região, que viam no sucesso da empreitada dos sem-terra um exemplo capaz de incentivar outras ocupações.
A violência adotada pela polícia, na avaliação do entrevistado, foi motivada por vingança. Dias antes do massacre, durante uma tentativa de reintegração, os camponeses, armados com espingardas de caça, foices e motosserras, teriam forçado cerca de 20 PMs a se renderem, após um sem-terra ter sido atingido nas costas por um tiro disparado por um policial.
“Não somos hipócritas, não. A gente tinha espingarda de caça, ferramentas de trabalho, foice... A gente tinha um grupo de vigília também. As armas que tínhamos foram distribuídas em um grupo de 150 homens que faziam a vigília para não receber ataques dos pistoleiros. Isso foi a salvação para não morrer mais gente antes do massacre”, diz.
Os PMs foram liberados pelos sem-terra, mas, depois do episódio, intensificaram a perseguição e as provocações aos acampados, que ocorriam desde o início da ocupação, segundo Claudemir. Em paralelo, uma comissão de negociação formada por representantes do governo do Estado, Incra (Instituto de Colonização e Reforma Agrária) e parlamentares petistas de Rondônia tentava encontrar um final justo para a ocupação.
As intenções da comissão foram em vão. Claudemir afirma que na tarde de 8 de agosto dois policiais, aparentemente com boa vontade, foram até o acampamento com uma proposta vantajosa aos acampados. Empolgados, os sem-terra chegaram até a comemorar, acreditando que a terra seria desapropriada e entregue a eles.
De acordo com Claudemir, porém, a aparente disposição dos policiais era despiste para o ataque. “Eles trapacearam, nos iludiram”, afirmou. Por volta de 2h do dia 9, os sem-terra acordaram com uma chuva de balas sobre o acampamento, que havia sido montado sob a copa de árvores altas. Os camponeses revidaram os disparos, e o tiroteio terminou por volta de 7h, quando a munição dos sem-terra acabou.
A partir daí, os quase 200 policiais militares, encapuzados ou com os rostos pintados, auxiliados, segundo Claudemir, por mais de 400 pistoleiros que estariam vestidos com fardas da polícia, invadiram o acampamento, destruíram os barracos e iniciaram as torturas e execuções contra os sem-terra. Uma das torturas consistia em obrigar os filhos dos camponeses pisotearem os pais, que estavam deitados no chão.
“A gente ficou de bruços no chão. Quem olhasse para cima, tomava tiro na nuca. As crianças eles colocaram para correr em cima dos adultos. Inclusive, nessa ação mataram a menina Vanessa, de seis anos, porque ela saiu correndo, como se fosse fugir, e um fardado atirou nas costas dela. Essa cena eu vi. A criança morreu nos braços da mãe”, diz Claudemir, conhecido na região também como Pantera.
“Eu apanhei muito. Fui muito torturado. Eles cortaram minha orelha com baioneta de fuzil. Meus dentes da frente foram todos quebrados. A última cena que eu vi foi minha mãe gritando ‘não mate meu filho’ e um fardado colocando a arma dentro da boca dela. Aí eu recebi uma paulada na cabeça e só fui acordar no hospital.”
Segundo Claudemir, seus companheiros lhe relataram que seu corpo fora jogado dentro de um caminhão, onde os mortos estavam depositados, e levado até o necrotério de Colorado do Oeste (RO). Lá, ele teria sido salvo por representantes da Igreja e da CUT (Central Única dos Trabalhadores), que acompanhavam os desdobramentos do massacre.
De lá, Claudemir foi levado para o hospital de Vilhena (RO), onde relata que quase foi morto duas vezes por policiais. À época, o camponês, que estava em uma cadeira de rodas, consequência das torturas que sofreu em Corumbiara, viajou para São Paulo, onde foi tratado no Hospital das Clínicas, e começou sua fuga, ajudado por sindicalistas.
Na primeira visita à Rondônia após o massacre, em 1996, Claudemir conta que sofreu uma tentativa de homicídio quando trafegava por uma estrada com sua moto. O atirador errou o alvo, mas ao camponês valeu como aviso de que não era seguro ficar no Estado.
Enquanto fugia dos pistoleiros viajando pelo Brasil, Claudemir teve uma “companheira”, com a qual teve duas filhas, uma com nove anos e outra com 13. A mulher, no entanto, não suportou a pressão da vida clandestina.
“Eu tive desavença com a minha ex-esposa e a gente se separou, mas também foi consequência da luta. A perseguição é demais. Não é fácil para uma mulher ter estrutura para aguentar a perseguição. Hoje eu tenho uma nova companheira, mas estou vendo que uma hora vou perdê-la. Eu quero construir minha vida, minha família, eu não sou bandido. Mas não é fácil”, afirma.
Assinar:
Postagens (Atom)